Ela me acorda.
Beijo, cheiro,
cabelo se mistura com cabelo.
Tá com a corda toda.
Faz charme me olhando nos olhos,
carinha de que não sabe muito.
Mas suas mãos procurando meu gemido
não disfarçam tão bem, já decoraram o caminho.
Ela se esfrega em mim
se fazendo de despertador.
Toda toda.
Santinha do pau oco.
Acordar assim é quase como não acordar.
É sonhar com coisa boa,
mas na hora de experimentar cê não acorda,
cê aproveita.
Olho praquela boquinha sorrindo
me chamando pro café.
Eu quase já não ouço,
minha mente é desejo.
Ajoelhada com a bunda nos pés,
ela me apressa.
Dando pulinhos animados de domingo,
seu peitinho balança embaixo da camiseta larga.
Lambo sua boca com tesão.
Ela agarra nas minhas costas
e nós duas sabemos:
o café pra variar, vai ter que esperar.
Ela agarra nas minhas costas
e nós duas sabemos:
o café pra variar, vai ter que esperar.
