O quanto cresço da dor
O máximo posso de cor.
A vida discorre de lágrimas
de risos.
Lágrimas de risos.
Uma fonte de água
Pesada (...)
Por vezes o vento bate e as gotículas brilhantes flutuam com paz.
Transformando a existência em brisa.
Escolho a extensão indefinida favorita da semana,
A duodécima parte mais sedutora do dia,
O primeiro conceber fabuloso da manhã,
dançando com angústia os torno ponte
E de Tudo Crio Alegria
* 37
Aquele rosa choque
contrastava com os estalidos das agulhas nos meus músculos.
As ondas curtas
me paralisam num sono mole
Mas o metal perfurando a pele me mantém desperta.
Quando confiscam meus documentos apresso meu coração para que também não seja roubado;
mas o fazem de tal forma que não é o medo que me visita mas a ansiedade.
Depois do primeiro dia de experimento
Sou eu quem deixa a identidade estirada no balcão gelado.
Vazio no estômago.
Celulares em off e todos os ali paralisados, como eu, voltam a se olhar.
Dali a cumplicidade surge como pérola em ostra.
Sabemos, num momento de suspiro, que estamos entrelaçados por algo vital, contínuo, pulsante.
Me deito e o calor efêmero percorre minhas veias.
O céu lilás me embala; relaxo.
A boca macia se abre levemente e o cabelo escorre pelo busto.
Sou toda deles.
O vento que acaricia de leve meu rosto, me diz onde é o estar real.
Mas as árvores na janela me levam para um bosque de ilusão, delicada e particular.
O meu novo axioma.
Me mudam abruptamente de lugar e agora a frequência é devastadora.
Imagino a árvore mas o cubículo não tem uma fresta sequer.
Aqui se você grita o som ecoa.
A solidão é um caixote pregado na nossa própria carne
e o que mais arde não são os pregos mas a própria mão ter martelado.
Penso que espero.
Mas meu corpo não me responde mais.
É lento e degradante.
Ainda assim o derretimento não impede que eu me arraste.
Fios vermelhos e pretos, embolados, me confundem.
Mas me lembro do jaleco aumentando minha náusea.
Quebro o vidro à vácuo e a mão congelada desliga!
O ar do meu peito cessa.
Sufoco.
Alarme ... soco ... desmaio.
Tudo é penumbra
a luz que conhecia era incandescente.
In decente.
Desço ao fim.
E a janela com árvore é um simples mimetismo da alegria.
contrastava com os estalidos das agulhas nos meus músculos.
As ondas curtas
me paralisam num sono mole
Mas o metal perfurando a pele me mantém desperta.
Quando confiscam meus documentos apresso meu coração para que também não seja roubado;
mas o fazem de tal forma que não é o medo que me visita mas a ansiedade.
Depois do primeiro dia de experimento
Sou eu quem deixa a identidade estirada no balcão gelado.
Vazio no estômago.
Celulares em off e todos os ali paralisados, como eu, voltam a se olhar.
Dali a cumplicidade surge como pérola em ostra.
Sabemos, num momento de suspiro, que estamos entrelaçados por algo vital, contínuo, pulsante.
Me deito e o calor efêmero percorre minhas veias.
O céu lilás me embala; relaxo.
A boca macia se abre levemente e o cabelo escorre pelo busto.
Sou toda deles.
O vento que acaricia de leve meu rosto, me diz onde é o estar real.
Mas as árvores na janela me levam para um bosque de ilusão, delicada e particular.
O meu novo axioma.
Me mudam abruptamente de lugar e agora a frequência é devastadora.
Imagino a árvore mas o cubículo não tem uma fresta sequer.
Aqui se você grita o som ecoa.
A solidão é um caixote pregado na nossa própria carne
e o que mais arde não são os pregos mas a própria mão ter martelado.
Penso que espero.
Mas meu corpo não me responde mais.
É lento e degradante.
Ainda assim o derretimento não impede que eu me arraste.
Fios vermelhos e pretos, embolados, me confundem.
Mas me lembro do jaleco aumentando minha náusea.
Quebro o vidro à vácuo e a mão congelada desliga!
O ar do meu peito cessa.
Sufoco.
Alarme ... soco ... desmaio.
Tudo é penumbra
a luz que conhecia era incandescente.
In decente.
Desço ao fim.
E a janela com árvore é um simples mimetismo da alegria.
* 36
Pele macia,
Pintinhas,
Boca gostosa,
Na minha.
Jasmim que deixa trôpega
Num balanço de desejo
Ardente, que desperta,
Assim, num só beijo.
Assobia de longe
Bem escondidinho
Desconserta num sorriso
Des Constrói meu caminho
Faz que nem chega
Mas se apossa
Do cabelo da cintura
Compasso de Bossa
Me deita de leve
Aconchega minha'lma
Cuida do choro
E reconstrói a calma.
Pintinhas,
Boca gostosa,
Na minha.
Jasmim que deixa trôpega
Num balanço de desejo
Ardente, que desperta,
Assim, num só beijo.
Assobia de longe
Bem escondidinho
Desconserta num sorriso
Des Constrói meu caminho
Faz que nem chega
Mas se apossa
Do cabelo da cintura
Compasso de Bossa
Me deita de leve
Aconchega minha'lma
Cuida do choro
E reconstrói a calma.
*35
De cá eu quero mais é ir
Sentir o que não acho aqui
Ele nunca quer.
Quando escancarada
A alma imerge
E a outra
Âncora
Vai
Vivo de pontos coloridos - indecisos
A outra de picos instáveis - não confiáveis.
O tempo quem cria é você.
Molda.
Alegria é o desfrutar.
Não volta.
De cá eu quero mais é ir
Não sentir o que sinto aqui.
Ele nunca quer.
Quando destroçado
Ele imerge
E o outro...
não sei.
Cada um querendo se engolir.
Sentir o que não acho aqui
Ele nunca quer.
Quando escancarada
A alma imerge
E a outra
Âncora
Vai
Vivo de pontos coloridos - indecisos
A outra de picos instáveis - não confiáveis.
O tempo quem cria é você.
Molda.
Alegria é o desfrutar.
Não volta.
De cá eu quero mais é ir
Não sentir o que sinto aqui.
Ele nunca quer.
Quando destroçado
Ele imerge
E o outro...
não sei.
Cada um querendo se engolir.
Assinar:
Postagens (Atom)