Preciso dela aqui
Arrancando a minha serenidade.
Instalando sua tristeza amarga
na minha rotina já deteriorada.
Eu quero ela aqui...
Destruindo as esperanças todas
e trazendo outras ainda mais utópicas.
Sim!
Não era ela que deveria ter desaparecido!
Mas essa pulsação constante e degradante.
Essa a qual chamam esperança.
Cega, que me deixa aqui a deriva
à espera.
Volte aqui!
Sentimento cansativo
que não se cansa.
Traga a minha vida de volta,
minha rotina de dança.
Sou completa com ela aqui.
Mesmo longe
Torna minh'alma azul pálido
sempre me acordando com um vazio angústia monstruoso.
Que não vivo mais sem (acho)
Mas sou eu que não a encontro
Estou cega, desesperada.
Ela escorre pelos meus dedos
e sou como se eu não tivesse mais nada.
Ela,
Vive no âmago
onde cravou as unhas e não sai.
Vive nas minhas incertezas,
que insistem em me pegar desprevenida.
Vive na minha insegurança,
que puxa meu tapete de liberdade.
Liberdade de me gostar,
Amar você,
Cuidar do amanhã,
Respeitar meu ontem.
Vive nas minhas mãos,
que suadas não seguram nada.
Vive nos meus dedos estalando,
onde o som atordoa meu sono.
A ansiedade prédio
mata aos poucos minha essência montanha.
Eu acho que gosto
Mas só me engano, com curiosidade.
Até onde vamos sem nossa própria liberdade?