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Apertei a pontinha da saia com força.
Depois fiquei tentando desamassar com a mão.
Enrolei meu cabelo nos dedos.
Esfreguei ansiosa minha nuca.
Mordi os lábios prum lado e pro outro.
Minha bochecha denunciou meu coração acelerado.

Você só me olhava.
Parado.
Sereno.
Como é que todo esse amor num te escancara o peito?

O meu amor é como uma espuma subindo sem parar quando a gente tenta lavar uma garrafa.
O bom é que lava por dentro e por fora,
Às vezes cai um sabão no olho mas depois que tiro o excesso,
ele fica ainda mais brilhante.

Olhei sua perna,
e a minha já foi entrelaçando.
Olhei sua mão,
e senti ela nos meus seios.
Olhei seu pescoço,
e seu gosto tava na minha boca.
Olhei sua barba,
e mordi com desejo seu queixo.
E nos seus olhos,
eu toda já me aconcheguei.

É bem ali que a gente se encontra no gostar.
Onde o solilóquio tem a mesma ambição.

Você fechou as pápebras com carinho,
pra me guardar num abraço de olhar.
Agradeci.
Num sei até quando eu posso ficar.

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