*33

Impelida
enchente límpida.

Braços longos se desfazem mas não aprendem.
Pulso sangue
Que não sacia
Latente eu que impera.
Mando, nasço
A cada corte que me faço - e gosto.
Necessito de ímpeto, vida
Ânimo, dança.
Sou o palpitar expurgante
Seleciono e condeno as pinceladas de desejo
às espero.. se não vêm às trago.

Viro bicho
Viro célula
Viro átomo que vai no sopro maleável e entregue
Toda carne se fundi no ritmo
e sou núcleo.

Poros molhados no máximo auge
Auge do nu.
Quero mais a cada palma - grito - punho.
Corte sangue - Anticristo.
Sou pluma, movimento que perpetua...

                                 Essa graça de estar só
                                 Ser mais
                                 Poder quaisquer tudo

O gigante de luz reluz.
E sou bomba
Estou explosão
Vejo universo
Faço vida...
Cordão criado para ser cortado
Sou o cume de pó.






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