Impelida
enchente límpida.
Braços longos se desfazem mas não aprendem.
Pulso sangue
Que não sacia
Latente eu que impera.
Mando, nasço
A cada corte que me faço - e gosto.
Necessito de ímpeto, vida
Ânimo, dança.
Sou o palpitar expurgante
Seleciono e condeno as pinceladas de desejo
às espero.. se não vêm às trago.
Viro bicho
Viro célula
Viro átomo que vai no sopro maleável e entregue
Toda carne se fundi no ritmo
e sou núcleo.
Poros molhados no máximo auge
Auge do nu.
Quero mais a cada palma - grito - punho.
Corte sangue - Anticristo.
Sou pluma, movimento que perpetua...
Essa graça de estar só
Ser mais
Poder quaisquer tudo
O gigante de luz reluz.
E sou bomba
Estou explosão
Vejo universo
Faço vida...
Cordão criado para ser cortado
Sou o cume de pó.
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