Separação.
Ela sentou na penumbra e calculou
motivos pra sorrir.
Até encontrou mas suas mãos
tremeram.
Não dava pra esquecer
e o desespero voltou à garganta.
Gargalhadas vinham de fora;
alguém balbuciando um som qualquer.
Ruim.
Adele passa num carro,
efêmera como o sorrir da moça no sofá.
Helena sente raiva de tudo aquilo
e descobre em segundos,
que a planta no vaso ao lado do sofá na penumbra,
era realmente venenosa.
Delícia de broto.
ResponderExcluirdenso e tenso ... como manda a situação...adoro seu jeito de escrever querida...
ResponderExcluirSensações funestas estas que nos amarram em distância tão abrupta. Muito conveniente (de um modo bom) as citações de personagens em profunda dor para endossar o clima. E sim, as flores nos trazem emoções, mas nem sempre as melhores. Excelente escrita!
ResponderExcluirMe lembrei daquelas flores (Acho que crisântemo...), que cheiram a cemitério!
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