Insônia.
Uma fresta congela meu tornozelo
enquanto o ponteiro do relógio faz um escândalo.
Coceiras se espalham pelo corpo e a lã pinica áspera.
Sede, enjôo e ombro travado.
A Bandeirantes treme minhas paredes.
A música relaxante irrita.
A casa toda resolve roncar.
Há gatos festejando após às 22h.
Acordei pra terminar aquilo...
Acordou pra lembrar que precisava dormir.
ResponderExcluirSempre acordo pra lembrar de dormir. Talvez não seja tão esquecida assim...
ResponderExcluirApreciar a insônia tem se tornado uma qualidade recorrente hoje e dia. Em suas palavras foram transmitidas com exatidão os momentos de constatação, questionamento e decisão... mesmo que esta, seja a representação da não-luta. É a própria loucura urbana nos entupindo em cafeína! Ótima escrita!
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